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ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS COMBATENTES DO ALGARVE



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NOTÍCIAS BREVES

INAUGURADA SEDE DA ASSOCIAÇÃO DE EX-COMBATENTES DO ALGARVE – AACA




No pretérito dia 9 de Dezembro de 2006, foi inaugurada oficialmente a sede regional da Associação dos Antigos Combatentes do Algarve, nos Três Bicos, na cidade de Portimão.
O acto foi presidido pelo presidente da autarquia portimonense, Dr. Manuel da Luz, tendo estado presente altas individualidades civis e militares, representantes de associações congéneres de todo o país, para além de cerca de quatro centenas de associados e amigos.
Na sede da instituição irão começar a ser prestados serviços de atendimento clínico em várias especialidades, no decorrer do ano de 2007, para além de apoio de serviço social e de assistência jurídica a todos os ex-combatentes e seus familiares, a partir de Janeiro próximo, para o que, conta com um amplo e funcional espaço físico dotado de cinco consultórios, uma sala de reuniões sala de estar, secretariado e outras valências.
Esta Instituição foi em finais de 2005, como o órgão associativo que faltava no Algarve, para defesa de todos aqueles que combateram na guerra colonial, bem assim como, para ajuda e protecção dos seus familiares, nomeadamente das suas mulheres e filhos. Surgiu por iniciativa de um grupo de ex-combatentes residentes nessa região, alguns deles associados em outras instituições congéneres que até hoje não tem dado resposta aos anseios e necessidades destes ex-militares. Treze anos de guerra de guerrilha, desgastante, em três frentes de combate [Angola, Moçambique e Guiné], arrastaram para ela o que melhor havia em Portugal; os seus jovens, a força de trabalho que tanta falta fizeram à nação. Os que para África não foram saltaram a monte a fronteira demandando outras paragens, nomeadamente europeias. Por essa via, muitos milhares foram desertores. Dos que amargaram nas colónias, muitos, tem vindo a sofrer ao longo dos anos, as sequelas físicas e psicológicas de uma guerra profundamente traumática. De salientar, que os milhares de ex-combatentes afectados que ainda vão sobrevivendo, têm sido sistematicamente ostracizados pelos vários governos desde o 25 de Abril de 1974 até hoje.
Sintomaticamente e desde há poucos anos para cá, dada uma maior proximidade do poder local com os seus munícipes, tem sido, efectivamente, algumas autarquias, as entidades apoiantes no combate a esta grave problemática de saúde pública, como no caso em apreço, a de Portimão.
Passados que são pouco mais de trinta anos do fim da guerra do Ultramar e à medida que os anos têm vindo a passar, milhares de ex-combatentes já morreram, outros, doentes, amputados, vivem muitos deles em condições miseráveis. Das maiores chagas sociais portuguesas por via deste facto, os portadores de stress pós-traumático de guerra, contam-se por largas dezenas de milhar de homens, na maior parte dos casos sofrendo em silêncio, afectando o seio das suas famílias [aqueles que ainda tem família]. A problemática dos ex-combatentes é um caso nacional, reporta a toda a nação.
Ponderemos, portanto, porque uma Nação que não honra os seus heróis, os seus mártires, as suas vítimas, é uma nação que não merece ser respeitada nem reconhecida como tal.




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